Março Lilás: mulher de atitude se previne contra o câncer de colo de útero

O março Lilás nos traz a importância da prevenção do câncer de colo de útero.

A forma mais comum do desenvolvimento de um câncer do colo de útero é a partir de alterações pré-cancerosas. Existem duas maneiras de impedir o desenvolvimento da doença: a primeira é detectar e tratar as lesões pré-cancerosas antes que se tornem malignas, e a segunda é para prevenir as condições pré-cancerosas.

Detecção de Lesões Pré-Cancerosas

Uma maneira comprovada para prevenir o câncer do colo do útero é a realização de exames, como Papanicolaou e HPV, para detectar a presença de lesões pré-cancerosas antes que elas se transformem em tumores malignos. Uma lesão pré-cancerosa encontrada pode ser tratada, evitando que se torne um câncer.

Recomendações para a detecção precoce do câncer de colo do útero:

- Todas as mulheres devem começar a fazer os exames de rastreamento aos 21 anos. Mulheres com idade entre 21 e 29 anos deve fazer um exame Papanicolaou a cada 3 anos. O exame de HPV não deve ser utilizado para rastreamento neste grupo de idade, embora possa ser usado como parte do acompanhamento para um resultado anormal do Papanicolaou.
- A partir dos 30 anos, o ideal é combinar o exame Papanicolaou com o de HPV, a cada 5 anos, até os 65 anos.
- Outra opção razoável para as mulheres entre 30 e 65 anos é fazer o exame Papanicolaou a cada 3 anos.
- As mulheres com um risco aumentado de desenvolver câncer de colo do útero, devido ao sistema imunológico baixo, por outras causas, como infecção por HIV, transplante de órgão, ou utilização a longo prazo de esteroides, devem fazer o rastreamento com mais frequência, geralmente o médico estipula essa frequência.
- Mulheres com mais de 65 anos que fizeram exames regulares nos últimos 10 anos podem deixar de fazer o rastreamento para o câncer do colo do útero, desde que com resultados normais.
- Mulheres que fizeram histerectomia total devem parar o rastreamento, a menos que a histerectomia foi feita como parte do tratamento de uma lesão pré-cancerígena do colo de útero. Mulheres que fizeram histerectomia sem remoção do colo de útero devem continuar a fazer o rastreamento, de acordo com as orientações acima.
- Mulheres vacinadas contra o HPV devem seguir estas orientações.Mulheres com resultados anormais podem precisar repetir os exames de rastreamento dentro de 6 e 12 meses.


Tornando o Exame Papanicolaou mais Preciso

Para um melhor resultado do exame Papanicolaou, alguns cuidados devem ser levados em consideração:

- Não agendar um exame de rastreamento durante o período menstrual. A melhor época é de pelo menos 5 dias após o término da menstruação.
- Não usar duchas nas 48 horas que antecedem o exame.
- Não ter relações sexuais nas 48 horas que antecedem o exame.
- Não usar absorvente interno, diafragma, geleias, cremes vaginais, hidratantes, lubrificantes, ou medicamentos vaginais nas 48 horas que antecedem o exame.


Exame Pélvico versus Exame Papanicolaou

Muitas pessoas confundem exames pélvicos com exames de Papanicolaou. O exame ginecológico é um exame de rotina que faz parte dos cuidados de saúde da mulher. Durante um exame pélvico, o médico observa a vulva, colo do útero, vagina, e apalpa os órgãos reprodutivos, incluindo o colo do útero, o útero e os ovários, e podem também fazer exames para detectar doenças sexualmente transmissíveis.

O exame de Papanicolaou é muitas vezes feito durante o exame pélvico, mas outras vezes é realizado o exame pélvico, sem que seja colhido material para o exame Papanicolaou. Entretanto, um exame pélvico sem o exame Papanicolaou não ajuda a encontrar células anormais ou câncer do colo de útero em um estágio inicial.

Como Evitar Lesões Pré-Cancerosas

Uma vez que o HPV é a principal causa de lesões pré-cancerosas e do câncer de colo do útero, evitar a exposição ao HPV pode ajudar a prevenir esta doença. Nas mulheres, as infecções por HPV ocorrem principalmente em pessoas mais jovens e são menos comuns nas mulheres com mais de 30 anos. A razão para isto não é clara.

Certos tipos de comportamento sexual aumentam o risco de uma mulher ter infecção genital por HPV, como: início de relações sexuais em uma idade precoce, ter muitos parceiros sexuais, ter um parceiro que teve muitas parceiras sexuais, e ter relações sexuais com homens não circuncidados.

Preservativos e HPV

Os preservativos oferecem alguma proteção contra o HPV. Os homens que usam preservativos são menos susceptíveis de serem infectados com o HPV e transmiti-lo à sua parceira. O uso correto do preservativo pode diminuir em cerca de 70% a taxa de infecção por HPV.

Vacina contra o HPV

As vacinas podem proteger as mulheres contra as infecções por HPV. Atualmente, as vacinas existentes protegem contra os tipos de HPV 6, 11, 16 e 18 (tetravalente) e contra os tipos 16 e 18 (bivalente). Ambas as vacinas requerem de três doses num período de 6 meses. Os efeitos colaterais são geralmente leves, o mais comum é o rubor a curto prazo, inchaço e dor no local da injeção. A vacina bivalente é para uso em meninas e mulheres jovens com idades entre 10 e 25 anos, enquanto a tetravalente é para uso em ambos os sexos com idades entre 9 e 26 anos.

Ambas as vacinas são para prevenir a infecção por HPV e não tratar uma infecção já existente. É por isso que, para ser mais eficaz, a vacina contra o HPV deve ser administrada antes da exposição ao HPV (início da atividade sexual).

É importante lembrar que as vacinas não protegem completamente contra todos os tipos de câncer causados pelo HPV, portanto, é importante fazer o rastreamento para o câncer de colo do útero.

Fonte: http://www.oncoguia.org.br/conteudo/cancer-de-colo-do-utero/1371/192/


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