Março Marinho: o mês da prevenção do câncer colorretal

O que é câncer colorretal?

São tumores que acometem o intestino grosso que é subdividido em cólon e reto. Uma

característica importantíssima desses tumores é que a maioria deles tem origem em pólipos

que são pequenas elevações na parede do cólon e/ou do reto e que crescem muito lentamente,

podendo levar muitos anos para se tornarem malignos. Isso permite que esses pólipos possam

ser identificados e retirados antes de se transformarem em tumores malignos, através da

colonoscopia.



Quais são os fatores de risco?

Uma dieta rica em carnes vermelhas, processadas (salsichas, mortadelas, etc) e gorduras,

não praticar exercícios físicos, a obesidade, o tabagismo, o alcoolismo, a idade acima de

50 anos, o fato de já ter tido pólipos ou câncer colorretal ou doença inflamatória

intestinal, a ocorrência de câncer colorretal em familiares de primeiro e segundo graus e

as síndromes hereditárias, sendo as mais comuns a polipose adenomatosa familiar e o câncer

colorretal hereditário sem polipose, são todos fatores que podem influenciar na ocorrência

de tumores colorretais.



Quais são os sinais e sintomas?

O sangramento ao evacuar é o sinal mais comum, anemia sem causa aparente, principalmente em

pessoas com mais de 50 anos, alterações no hábito intestinal (diarreia ou intestino preso),

desconforto abdominal com gases ou cólicas, permanência da vontade de evacuar mesmo após a

evacuação, chamam a atenção de que a causa possa ser um tumor. Emagrecimento intenso e

inexplicado, fraqueza, fezes pastosas e escuras, e sensação de dor na região anal também

podem estar relacionados com tumores. Caso apresente algum desses sinais e sintomas procure

um médico. Salientamos que outras doenças, que não o câncer, também pode apresentar alguns

desses sintomas.



Como prevenir este tipo de câncer?

Prevenir quer dizer evitar os fatores que estão relacionados com o desenvolvimento de

câncer colorretal. Adotar uma dieta rica em frutas, verduras e vegetais, evitar carnes

vermelhas e embutidos, praticar exercícios físicos, combater a obesidade, não fumar, não

ingerir bebidas alcoólicas em excesso, são atitudes importante na prevenção. Entretanto, há

necessidade de se submeter a exame de rastreamento, uma vez que essas medidas não são 100%

eficazes. O exame mais importante e eficiente continua sendo a colonoscopia, que consegue

visibilizar todo o cólon e reto, e se encontrar algum pólipo pode retirá-lo, evitando que

se transforme em um tumor maligno (prevenção) ou até tratando uma vez que tumores pequenos

nos pólipos podem ser curados com a retirada desses pólipos. Recomenda-se iniciar o

rastreamento a partir dos 50 anos. Quando há casos na família a colonoscopia deve ser

iniciada mais precocemente.



Como é o tratamento?

O tratamento nos tumores iniciais geralmente é menos agressivo, através da retirada de

pólipos e lesões pela colonoscopia ou por cirurgias com ressecções locais dos tumores. Nos

tumores maiores do cólon há necessidade de cirurgia (convencional, laparoscópica ou

robótica). Nos tumores do reto pode haver necessidade de radioterapia e quimioterapia antes

da cirurgia. Resumindo, o tratamento envolve radioterapia, quimioterapia e/ou cirurgia

dependendo do local, do tamanho e extensão da doença no cólon ou em outros órgãos no caso

de existirem metástases (aparecimento do tumor em outro órgão como fígado ou pulmão, por

exemplo). Quanto mais precoce o tratamento menor a agressividade e o tempo de tratamento,

proporcionando melhor qualidade de vida ao paciente.

Fonte: https://www.hcancerbarretos.com.br/cancer-colorretal


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